A falácia de causalidade para conduzir uma narrativa

Será que já usaram essa falácia com você?

Por toda minha vida presenciei diálogos recheados por conversas conduzidas e mascaradas por falácias, muitas das vezes convincentes. 

Com objetivo de não me deixar levar por essa dinâmica narrativa, estudei a arte retórica aristotélica e levantei as principais falácias, ou seja, um raciocínio que aparentemente é lógico e convincente mas que em contexto é falho e de caráter enganoso.

“A palavra tem origem no termo em latim “fallacia”, aquilo que engana ou ilude”.  Site etimologia.com.br

O quê me motivou a estudar isso?

Motivada a ajudar as pessoas a identificar essas falhas na comunicação e sobretudo aprender a argumentar trazendo a verdade e a razão na narrativa diária, criei este espaço para divulgar, em totalidade interpretativa de minha autoria, as principais falácias e assim ajudar com que as pessoas nunca mais sejam enganadas ou conduzidas por um caminho sem consciência intencional por parte do interlocutor. 

Qual a intenção?

Todos os dias temos interações sociais, diálogos, discursos, momentos para argumentar e também para receber informações. Acontece que a forma como isso é feito é que muda tudo. Ora somos os interlocutores e ora somos receptores de uma informação que carrega o poder de mudar o rumo de qualquer decisão, considerando a forma como ela é colocada.

Mas a falácia é uma mentira?

Não, a mentira é considerada uma invenção de algo que não é verdadeiro, ou seja, algo que não existiu, já a falácia é um recurso para qualificar um argumento, então não são equivalentes em total significado. 

Vamos a um exemplo prático?

Ah, exemplos e praticidade, minha parte favorita. Essa falácia se chama: depois disso, por causa disso ou na expressão em latim post hoc ergo propter hoc:

Esse jogador de futebol é milagroso, porque depois que o contratamos o time ganhou todas as partidas.

Explicação e como contra-argumentar:

Essa falácia dá a entender que o jogador de futebol foi responsável pela vitórias do time, que induz a conclusão de que dois eventos que ocorreram em uma sequência são co-relacionais através de causa e efeito:

Depois do evento A aconteceu o evento B

Para derrubar esse argumento anterior, crie um argumento que mostre uma relação de causalidade entre os fatos, exemplo:

Você não deve beber muita água antes do dormir, porque depois que beber e dormir acordará para ir ao banheiro.

Parece simples lendo aqui, mas quando estamos emocionalmente envolvidos em uma conversa, essas falácias induzem ao erro e percepções equivocadas, por mais sutil que sejam apresentadas.

Dica extra:

No seu dia a dia, perceba quando empregarem a falácia depois disso, por causa disso e contra-argumente com uma relação de causa verdadeira.

Até a próxima!

Fonte de apoio: Exercícios de argumentação do Daniel Barros